terça-feira, 28 de julho de 2009

Dias que assombram

Imagem: Minotauro de Pablo Picasso



Tomo mais um gole de Run em uma mesa de bar banhada de lembranças alheias, ouço Van Morrisson enquanto rabisco estas palavras pensando em você doce menina autora de contos. Por mais que você diga o contrário, por mais que seus textos sejam “intensos”, mergulho nos mesmos e percebo uma menina linda e sonhadora que se faz presente em seus gestos e palavras que se contradizem.
Seus olhos escuros dançam em minha mente como serpentes no deserto, a fumaça que vejo você tragar aquece meu fígado gasto pelo tempo, se você soube-se o quanto minha vida têm sido vazia, o quanto meus pensamentos têm andado cabisbaixos.
Meu corpo hoje pesado contradiz o passado recente, as lembranças antigas são pisoteadas enquanto os botões das camisas não mais fecham , peço outra dose e me lembro de seu sorriso e de suas histórias em encontros literários, às vezes me sinto pequeno perto de você.
A chuva caí enquanto penso no frio em minhas pernas e na moça que atravessa o farol, ela poderia ser capa de qualquer revista de moda, mas nunca conseguirá ter seu brilho menina que freqüenta morros banhados à fumaças e companhias muita das vezes alheias a realidade.
Às vezes fico me perguntando o porque dos olhares, dos medos e das desconfianças inúteis... criadas do nada, de uma frase...



Juan Carlo Moravagine

Um comentário:

  1. Talvez as desconfianças apareçam nos momentos errados.


    Ou não.

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- Chegue diante do quadro sem intenção preconcebida de sarcasmo.

- Olhe para a pintura do mesmo modo como olharia para uma pedra talhada. Aprecie as facetas, a originalidade da formam, a luta com a luz, a disposição da linha e das cores [...]

- Escolher um detalhe que seja a chave do conjunto, fixá-lo por um bom tempo, e o modelo surgirá.

- Nessa última comparação, deixar-se levar até as regiões da mais requintada Alusão.

Max Jacob


Que os vasos se comuniquem!

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