quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dona Flor!

Quando menos espero me deparo mais uma vez preso dentro de uma jaula banhada de lembranças inacabadas, desencontros, sonhos e as dúvidas em relação a se eu fosse isso... Se eu tivesse feito aquilo... Se eu...!...

William Blake dizia que quando abrimos uma porta é impossível voltar atrás, pois a expansão da mente é como uma flor que desabrocha lentamente citando Hassan Massoudy. No meu caso além das portas teve uma janela que foi aberta e até hoje a mesma não foi fechada, e para ser sincero agradeço todos os dias por ela ainda está aberta, mesmo que habitada muito pouco, na maioria das vezes só quem se faz presente nela é um ser vermelho com umas bolinhas pretas.
Entretanto sempre que há alguma movimentação na mesma me vejo mais uma vez diante de uma pergunta que me fizeram e que nunca respondi "Você nunca vai me tirar esta dúvida?" provavelmente não, afinal novas portas a toda hora são abertas, novos caminhos, novos rumos, novas tentativas, mas isto não quer dizer que a possibilidade de responder aos "se" não alimente meu mosaico espanhol.

Texto: Juan Moravagine Carneiro
Imagem: Trabalho de um dos artistas que mais curto atualmente (Banksy)

29 comentários:

  1. A foto é perfeita, certamente, mas o impressionante é o lirismo em cima dela e o destino das palavras, suas, que a cerca. Cara a vida é engraçada. Há quem não acredite na forças das subestimadas janelas. Abs!

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  2. Passando para atualizar a leitura...

    Abraços

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  3. Nossa alma tem 5 janelinhas, devemos ter muito cuidado com elas...por elas podem entrar coisas maravilhosas e outras podem simplesmente polui-la. Adorei teu poste, bela arte a da foto.
    Bjs de Boa Tarde!
    Mila

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  4. "A vida inteira que podia ter sido e que não foi", conforme o poeta maior Manuel Bandeira.
    Prazer visitar seu Rembrandt.
    Forte abraço.

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  5. pior de pensar como a vida teria sido se... é fixar-nos no que ela não foi... frustração maior, juan, não deve haver...
    um abraço!

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  6. "Quando menos espero me deparo mais uma vez preso dentro de uma jaula banhada de lembranças inacabadas, desencontros, sonhos e as dúvidas em relação a se eu fosse isso... Se eu tivesse feito aquilo... Se eu..." Às vezes nos perdemos tentando adivinhar o "inadivinhável" e nos torturando com conjecturas que jamais nos esclarecerão... O que importa é a próxima porta e a garantia de ter sempre uma janela aberta...
    Beijos...

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  7. Joanas e joaninhas são sempre lindamente complicadas.

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  8. Mas a dúvida é o prreço da pureza e é inutil ter certeza =*

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  9. "There is no 'if', just 'and'".

    Lindinha essa música. Mas triste...
    The Cure.

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  10. Só pensei na joaninha =). Ah, gostei da arte do Banksy, muito bonita.

    Beijo.

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  11. Eu cá segui a haste da flor, que foi dar no infinito. Fiquei pensando na origem (visível) e no destino (invisível, onde vai dar?). Bela imagem, palavras que dão o que refletir...

    Abraços,
    Tânia

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  12. A vida seria bem corriqueira sem estas janelas abertas... Imagem incrível... e a do seu texto também! Abraço!

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  13. Caro Juan, prezado!
    Esse danado desse "IF" faz coisa, como dizem os manézinhos desta minha ilha.
    Bom te VER escrevendo,
    Abraço.

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  14. ...E pensar no q poderia ter sido
    acaba por engolir a possibilidade
    do q pode SER de agora em diante!

    =)
    bjo

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  15. Gostei!
    Vc recebeu minha msg hoje...
    Mah

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  16. Juan querido, novas portas, janelas sempre serão abertas. Com outras paisagens....mesmo que nosso coração muitas vezes, ainda continue vendo e lembrando as antigas paisagens.
    (Eu as vezes lembro tanto...).
    Um grande abraço meu amigo poeta, sempre carinhoso comigo.

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  17. Uma pena que o pintor, sentado ao lado do desenho, não tenha escolhido o lado oposto da rua, como nós. Aposto que gostaria muito mais desta visão! Às vezes na vida somos assim, nem sempre escolhemos o melhor ângulo para apreciar o que realizamos até então. Ou, será que ele está nos observando, vendo nossas reações?

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  18. Joaninhas? :)

    taí uma coisa q não tira meu sono são os 'se', eu já desisti de entender pq fazemos o q fazemos... me agarro agora no próximo momento.
    bjs

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  19. Juan, adorei essa flor!

    e quanto as portas, bem...sou tão cheia delas que uma coisa te posso dizer, nunca as cruzamos todas ao mesmo tempo, haverá sempre escolhas...deixamos uma para adentrar em outra, às vezes só espiamos pela fechadura, em outras escancaramos a porta na ânsia de possuir o caminho.
    responder as possibilidades das portas não abertas ou daquelas que abrimos e não cruzamos, não é possível...mas da tentativa, se faz arte.

    beijo pra ti

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  20. Bom dia meu caro =]

    mais tarde te mando as instruções por e-mail.

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  21. Você é um dos meus leitores que me inspiram no momento que escolho as imagens.


    aquela do Akif Celebi na hora me lembrou você.


    abraços meu caro :)

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  22. Há dúvidas irremediáveis.

    Trauma é isso. Tudo o que lembra um acontecimento traumático, BATE novamente.

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  23. algumas dúvidas são simplesmente dúvidas
    é um estado permanente
    e, talvez, seja melhor assim

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  24. Hoje é um daqueles dias em que, ao chegar a sua página de comentários, vejo que tudo o que eu teria para dizer já foi escrito, em outras palavras, por outros visitantes. Como o prazer de visitá-lo não se completa sem que eu diga-lhe um alô, hoje é um daqueles dias em que o meu alô é o que venho lhe oferecer! Um beijo, Deia

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  25. A dúvida é algo bom, nos faz questionar e perceber onde devemos mudar!

    Um abraço!

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  26. Adorei o texto, adorei a imagem! É sempre muito inspirador seu blog!
    Um beijo, querido! :)

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  27. o se e o quase andam juntos meu nobre amigo, são o tipo das palvras que perturba, odeio pensar nas possibilidades infinita das coisas, fico meio louco com isso, me perco.

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  28. É sempre um prazer ler cada comentário que aqui se encontram!

    abraço

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- Chegue diante do quadro sem intenção preconcebida de sarcasmo.

- Olhe para a pintura do mesmo modo como olharia para uma pedra talhada. Aprecie as facetas, a originalidade da formam, a luta com a luz, a disposição da linha e das cores [...]

- Escolher um detalhe que seja a chave do conjunto, fixá-lo por um bom tempo, e o modelo surgirá.

- Nessa última comparação, deixar-se levar até as regiões da mais requintada Alusão.

Max Jacob


Que os vasos se comuniquem!

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