sábado, 18 de junho de 2011

Rupturas...




Flores caem diante dos meus olhos
Como lágrimas de uma virgem seduzida por um desconhecido
Luzes caminham em direção às portas...
O rio transbordou? Inundando seus lençois menina...eu sei!
Ele foi esquartejado...
...e suas lágrimas ainda banham o Nilo?...

Lacaios me guiam por uma estrada estreita
Enquanto sinto o peso da estátua do deus esquartejado em meus ombros
já pele e osso pelo cotidiano podre e vencido
O sol furado oberva tudo de longe enquanto
persevejos caminham em direção ao norte
Aperto os passos
Ando sobre covas abertas
Chiqueiros cheios de fadas
Todos carregando seu amor
A estrada é longa
Os odores que nos seguem trepam com porcos limpos sentadas em cadeiras de couro durante o dia em cerimônias familiares e a noite buscam meninas sonhadoras que se alimentam com cartelas vazias.
A fórmula do amor se foi...Rimbaud tinha razão!

Poema: "Rupturas..." por Juan Moravagine Carneiro
Imagem: Trabalho de Suehiro Maruo

4 comentários:

  1. Rimbaud sabia pouco do amor para além do que imaginava que seria.... (O o que Voltaire lhe tentou dar...)

    Já tu...?

    lol

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  2. Toda ruptura também provoca uma abertura - a fórmula é amar enquanto o amor durar...

    ;-)

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  3. Ah! Companheiro mas a razão de Rimbaud era pura loucura! E esses Teus versos são iguais em ser pura matéria necessária pra vida. Valeu!

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- Chegue diante do quadro sem intenção preconcebida de sarcasmo.

- Olhe para a pintura do mesmo modo como olharia para uma pedra talhada. Aprecie as facetas, a originalidade da formam, a luta com a luz, a disposição da linha e das cores [...]

- Escolher um detalhe que seja a chave do conjunto, fixá-lo por um bom tempo, e o modelo surgirá.

- Nessa última comparação, deixar-se levar até as regiões da mais requintada Alusão.

Max Jacob


Que os vasos se comuniquem!

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