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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Palestina: Uma nação ocupada

Cronologia



2000 a.C.• Cananeus se estabelecem na área da atual Palestina, até serem confinados a faixa litorânea, posteriormente conhecida como Fenícia pelos hebreus e filisteus.
722a.C.• Israel destruída pelos Assírios
86a.C. • Nabucodonosor II destrói Jerusalém e transfere muitos de seus habitantes para a Babilônia
536a.C. • A dinastia Caldéia da Babilônia é derrubada por Ciro, o grande e os judeus são autorizados a retornarem a Palestina.
168 a.C.• Independência de Jerusalém reconquistada através da revolta dos Macabeus contra os Selêucidas. • Lá sob liderança de Nemias e Ezra reconstroem Jerusalém.
63 a.C.• Pompeu anexa a região à Roma.
70 d.C. • Dinastia Heroes governa parte da região sob aprovação romana. • Até que em resposta a agitações (revolta judaicas) os romanos destruíram Jerusalém. Período de cristianização por Roma e Bizâncio.
642d.C.• Árabes se estabelecem no local, posteriormente passa ao controle dos cruzados, dos mamelucos, e dos turcos otomanos.
1897 • Tem inicio o Sionismo
1917• Declaração de Balfoer que dá novo ímpeto ao Sionismo.1918• Britânicos derrotam forças turcas e alemãs em Meggido.
1923 • O nome Palestina é revivido como um titulo político oficial para o território localizado à oeste do rio Jordão. • Torna-se mandato britânico.
1936 • Tensão entre árabes e judeus explode em revoltas 1937 • Comissão Beel recomenda a partilha do território em dois estados, um árabe e um judeu, mas nenhum dos dois países aceita
1945 • A pressão pela imigração judia inflama a situação.1947 • A ONU apresenta o projeto de criar dois estados separados que dava 57% do território para judeus que antes possuíam apenas 7% do teritório e constítuiam apenas 3% da população.1948 • Através de uma política de boatos, ameaças e massacres o movimento Sionista expulsa uma considerável quantidade e árabes criando uma nova distribuição populacional para garantir a natureza judia de Israel. • Mandato britânico expira. • Palestina deixa de ser reconhecida oficialmente como entidade política.
1956• Guerra do Suez
1967 • Guerra dos seis dias, onde Israel conquista o lado leste de Jerusalém,a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
1973 • Guerra de Ion Kippur
1982• Guerra do Líbano1987• Nasce a Intifada, movimento de protesto espontâneo reprimido de forma brutal por Israel.o O corpo legislativo da OLP no Conselho Nacional Palestino afasta-se da reivindicação anterior de extinção do Estado de Israel e procura uma solução de dois estados, com uma Palestina independente que seria criado no território ocupado.
1993• OLP e Israel sob a égide dos EUA reconhecem-se mutuamente, assinando um tratado de paz. 1994• Eleições para parlamento e presidência Palestina.
HOJE• Na prática a paz não se estabeleceu pois ainda não foram superados os problemas relacionados a questão territorial, nem da soberania da Palestina.• O que se vê é a guerra...

http://www.conradeditora.com.br/hotsite/palestina/biografia.htm

domingo, 4 de janeiro de 2009

Vocês me transformaram em uma bomba humana


Em função dos atuais acontecimentos que estão ocorrendo na Palestina, este blog por tempo inderteminado ficará sem novas postagens, e quando as tiver seram no âmbito da problemática em torno da presença de Israel na Faixa de Gaza. Onde sabemos que está mesma presença é de cunho fascista e belicista onde elementos secundários são usados pelos grandes meios de comunicação para encobrir à verdade em torno destes ataques que já duram decádas.

(Deixamos claro também que nossa repulsa é ao estado de Israel e naõ hás pessoas que lá residem), o presente texto que naõ tem autoria é de um palestino que descreve o lado que a grande mídia naõ apresenta. Logo quando vocês estiverem em suas salas assistindo os noticiários que colocam o Hamas como grupo terrorista e o estado de Israel apoiado pelos EUA como aqueles que lutam contra o "mal", lembre-se deste texto e de que o povo palestino sofre.




Um grito desesperado da Palestina ocupada




Imagem: BBC




"Eu sou o produto da vossa tirania. Vocês dividiram o meu país em pequenos espaços que não passam de guetos e campos de concentração. Cortaram minha água, deixaram meu povo sedento embora os israelenses se banhem em piscinas não muito longe de onde vivo. Arrancaram nossas árvores, profanaram nossos campos para impedir que nos alimentemos.
Cortaram o abastecimento de remédios para não tratarmos os feridos. Vocês prendem os palestinos para impedir que eles cheguem aos postos médicos e recebam tratamento, transformaram minha gente em vossas vítimas, morrendo em vossas fronteiras improvisadas.
Vocês assassinam meu povo dizendo ao mundo que estão se defendendo. Atiram até nas crianças que, cheias de ânimo e valentia, atiram pedras – em nome da liberdade - contra o vosso sofisticado exército.
Vocês torturam as crianças e os prisioneiros, insistem em obrigar e subornar minha gente para que sejam espiões e denunciem uns aos outros. Demoliram nossas casas e impedem que ganhemos a vida. Matam meu povo por controle remoto desde os helicópteros Apache norte-americanos, e seus colonos ocupam as poucas terras que nos roubam, atiram bombas em nossas ruas e atacam nossas crianças e nossas mulheres com armas de fogo, facas e ódio racial.
Vocês ocupam minhas terras, e nas colinas manchadas de sangue posicionam vossos tanques e veículos blindados para disparar contra as crianças que brincam nas ruas.
Vocês se apoderaram da "Casa Oriente", meu único símbolo da liberdade, doado por um homem que vale mais que todos os israelenses juntos, nestes tempos que deixam os órfãos passando fome do outro lado da rua.
Vocês explodiram nossos depósitos de água, e matam os policiais palestinos cuja única missão é patrulhar as ruas ou simplesmente tomar a última ceia, nesses momentos que vocês promovem brutais massacres. Vocês cortaram a eletrecidade para poder assassinar mais facilmente nas trevas das vossas escuras traições.
Vocês são covardes e tem medo de crianças palestinas que atiram pedras. Nunca os matam à sós. Vagam em grupos como uma matilha de cães selvagens piores que bestas.
Vocês arrebataram toda a esperança, que encurralaram em uma esquina e me roubaram tudo que é humano. Só me resta reagir com raiva e amargura.
Visto meu corpo com explosivos e busco um lugar onde me detonar. E se mato aos vossos cidadãos, porém este é o preço que vocês tem que pagar por negar os meus direitos, os direitos próprios de todos os seres humanos que anularam com satânica opressão exercida sobre minha gente.
A verdade é que tudo é muito sensível. Deus criou todos os homens iguais, e nenhum é melhor que o outro, mas vocês decidiram que os judeus sionistas são melhores que os demais e que tem o direito de invadir terras cometendo roubos e violações, esperando que nos céus sejam agradecidos.
Dias atrás um jovem estava almoçando. Um dos vossos colonos vindo da América atirou uma bomba incendiária na casa desse jovem, Seus irmãos morreram no ato. Porém ele sobreviveu horrivelmente desfigurado. Seu nome: Amar Emeera. Suas cicatrizes transformaram um lindo jovem em um ser grotesco que nem ao menos parece humano. Que fez este jovem para ir pela vida dessa maneira?
Vocês atiram até nos recém nascidos que estão nos braços de seus pais em carros palestinos. Matam crianças palestinas no caminho da escola, matam crianças que enfrentam o vosso exército com as mãos vazias. A um desses meninos, Mohamad Abu Arrar mataram por protestar contra a invasão de sua terra. Os familiares desse jovem beijavam seu corpo sem vida enquanto era levado à Faixa de Gaza para ser enterrado.
Vocês matam os pais palestinos desarmados que vão às papelarias comprar livros e cadernos para a escola de seus filhos. Já não tem desculpas para suas atrocidades que seguem cometendo. Bombardeiam as casas das famílias palestinas matando seus ocupantes dizendo que eram extremistas palestinos; apesar das casas estarem distante do cenário das lutas, apesar dos restos das bombas feitas na América estarem entre os escombros das casas demolidas.
Vocês estão castigando sem piedade a 3 milhões de palestinos, a metade dos quais são crianças que vivem nos escassos restos de sua própria terra. E vocês sabem muito bem que seu único desejo é livrar-se de vossa bárbara crueldade.
Vocês dizem ao mundo que querem a paz em cada lugar, em cada instante, porém estão tão longe da paz como a terra estaria de um universo que viajasse na direção contrária.
Vocês falam de paz com línguas venenosas dos vossos líderes belicistas, e pretendem se surpreender quando uma bomba humana palestina decide explodir.
Porém nós sabemos que vocês só estarão a salvo das ameaças de bombas humanas quando buscarem a paz justa e compreensiva, e quando colocarem fim à invasão de terras dos habitantes nativos da Palestina.



Autor desconhecido. Extraído de http://www.poetas.com/

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A produção cultural na ótica piqueteira



“O novo artista protesta”, escreveu Tzara em 1919. “Ele não pinta mais: ele cria diretamente”.



É aquele que através de sua produção cultural, resiste e luta da mesma forma que o outro que esta no piquete, pois dentro da perspectiva dos MTD´S, (Movimento dos trabalhadores desempregados da periferia da Argentina), e a partir de novas formas de relações sociais que há entre os moradores, não há uma ruptura entre a política e a arte; ambas fazem parte de uma mesma construção de realidade, que foge dos padrões preestabelecidos pela grande mídia e seus algozes.
O novo artista esta em todos os lugares, e procura por brechas para mostrar que sua forma de luta também é válida.
Este novo artista é reflexo da realidade no qual ele esta inserido, ele é o espelho da luta e da resistência destas organizações populares, é através das diversas formas de representatividade destes artistas (música, teatro, literatura), que é possível há construção de uma cultura dentro das relações sociais que os moradores dos bairros da periferia de Buenos Aires, constroem diariamente.
Assim como a ação direta dos piqueteiros, a resistência cultural destes movimentos é um tapa na cara, das grandes corporações, pois é através da cultura popular e da luta diária destes moradores que ressurge a auto-estima e a imaginação de um povo que caminha com suas próprias pernas.
O novo artista, é fruto do cotidiano, é reflexo da luta dos trabalhadores e de suas diversas formas de resistência, é aquele que tem vontade de destruir, e ao mesmo tempo criadora, pois é em cima dos destroços de um sistema que ele não mais aceita que ele cria novas formas de relações sociais, e alternativas que não dependem do aparato governamental.
O novo artista não é representado pela arte aceita, pois está tem que ser destruída, se foi aceita é porque é inofensiva, o novo artista não é inofensivo, ele ofende a moral pré-estabelecida que só pune e castiga os inocentes, ele agride quem diz que o povo tem que ser submetido a partidos e a planos metafísicos representados por um paraíso distante, o novo artista esta dentro de todos os moradores dos bairros da periferia não só de Buenos Aires, mas de todos os outros, que vem na organização popular e autônoma, novas formas de resistência.

A arte e a revolta se morreram com o último homem
Albert Camus.

Juan  Moravagine

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Olhar o outro como a nós mesmos.

O escritor palestino Edward Said, em sua vasta obra, tem como cerne a discussão da questão do orientalismo, ou seja, a invenção do oriente pelo ocidente. Neste sentido ele nos apresenta as várias formas que o ocidente usa para enfraquecer, anular e castrar a cultura Árabe, é importante nos lembrarmos que sem os Árabes, o conhecimento grego não teria chegado aos dias de hoje, sem falar da enorme importância dos mesmo para o renascimento a partir de suas proprias produções, sendo assim podemos afirmar que não existiria o renascimento sem a presença da cultura Árabe.
O motivo que me leva a esboçor algo sobre este tema não é que eu defenda essa ou aquela cultura, pois como podem ver em meu blog, não tenho crenças e não pertenço a nenhuma tradição, o motivo se dá por um comentário que ouvi no metrô, de duas moças, com bolsas largas, jeans, all star, camisa de banda, ou seja, "alternativa", as palavras delas foram as seguintes: Árabes machistas, nunca vão me deixar estudar, imediatamente me veio a cabeça a questão do orientalismo de Said, e para quem teve um pouco mais de contato com a questão da cultura Árabe, sabe que ser Árabe não é sinônimo de ser islâmico, e nos casos que o são, a questão sexual da mulher presente no alcorão, é de que a mesma tem que ter prazer, e tem o direito ao divorcio, falo isso, pois o comentário das duas moças era em relação ao árabe como islâmico.
Por outro lado se pegarmos como a mulher é vista na Biblia, perceberemos sim conotações machistas: Como a definição presente na mesma sobre a prostituta "mães das coisas repugnantes na terra" . " Esses odiarão a prostituta. Eles vão roubá-la e deixá-la nua, devoraraão sua carne e a queimarão no fogo. (apocalipse 15,5). Quando sabemos que historicamente e sociologicamente falando a prostitura é quem faz a mulher a começar a ter o direito ao prazer em uma relação sexual, são as mesmas que em uma inversão de lados, tem o prazer fora de casa, pois a mulher especificamente em São paulo, até 1930, não podia demostrar prazer sexual com seu marido, pois se o demostrasse era pecado, ela estaria com o diabo no corpo, isso é machismo.
A outra definição interessante sobre a mulher na biblia que Nietzsche nos mostra em um dos seus livros, alimentando ainda mais a idéia da presença machista na Bíblia, ..."mais vale casar-se que abrasar-se.". Não estou aqui para defender nenhum dos lados, simplismente levantei uma questão, pois acho que é perigoso andarmos com o véu da verdade absoluta, vivemos em uma país onde mesmo que incoscientemente o cristianismo é visto como lei, logo tem como livro religioso a Bíblia, logo antes de alimentarmos pensamentos "orientalistas", é importante se voltar para dentro de nós mesmos, e saber aonde se pisa, o que acredita e o que se segue.

"O povo que perde sua identidade, acaba criando outra na negação de todas as outras"

Juan Carlo Moravagine

sábado, 8 de março de 2008

Zona Autônima Temporária


História, materialismo, positivismo e todos os "ismos" desse mundo são ferramentas velhas e enferrujadas que já não preciso ou com as quais eu não me preocupo mais. Meu principio é a vida, meu fim é a morte. Gostaria de viver minha vida intensamente para poder abraçar a morte tragicamente. Você está esperando pela revolução? A minha começou muito tempo atrás! quando você estará preperado? ( meu deus, que espera sem fim!) Não me importo em acompanhá-lo por um tempo. Mas quando você parar, eu prosseguirei em meu caminho insano e triunfal em direção á grande e sublime conquista do nada!
Qualquer sociedade que você cosntruir terá seus limites, E para além dos limites de qualquer sociedade os desregados e heróicos vagabundos vagarão, com seus pensamentos selvagens e virgens - aqueles que não podem viver sem constantemente planejar novas e terrivéis rebeliões!
Quero estar entre eles!
E atrás de mim, como à minha frente, estarão aqueles dizendo e seus companheiros: "voltam-se a si mesmo em vez de aos seus deuses ou ìdolos. Descubra o que existe em vocês; traga-o à luz; mostram-se!
Por que toda pessoa que, procurando por sua própria interioridade, descobre o que estava misteriosamente escondido dentro de si, é uma sombra eclipsando qualquer forma de sociedade que possa existir sob o sol!
Todas as sociedades tremem quando a desdenhosa aristocracia dos inacessíveis, dos conquistadores do nada, avança resolutamente.
Iconoclastas, avante!
"O céu em pressentimento já tornar-se escuro e silencioso!"

Renzo Novatore
Arcola, janeiro de 1920

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