"Estou nua
E não posso despir-me
Nem dos seios, nem dos olhos, nem
do sexo, nem dos ossos.
Estou nua
E preciso despir-me
Como entregar-me vestida, a você, meu amor?...
"O tempo mais feliz de minha vida, em que eu tinha fé; os erros, os desentendimentos, o abrigo, a aventura, tudo aquilo que se foi, quando havia um ideal para se empunhar uma bandeira...É a vida que flui, a arte que permanece, e entre o que passa e o que fica os homens traçam a sua grandeza e a sua dignidade. Falar desses personagens é evocar, nessa paisagem, num tempo intensamente vivido, a esperança, a bondade, o amor, o esforço generoso que nunca buscou recompensa. São coisas pelas quais ainda valem a pena ter vivido"
Patrícia Galvão (Pagu)

