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domingo, 20 de novembro de 2011

Lembrar é perigoso!



Comissário Gordon - Você.
Oh, não... Eu... Eu me lembro!

Coringa - Lembra? Oh, eu não faria isso! Lembrar é perigoso... Eu vejo o passado como um lugar cheio de ansiedade. O “Pretérito imperfeito”, como você chamaria. Ah, ah, ah, ah!
- as lembranças são traiçoeiras! Num estante você está perdido num carnaval de prazeres, com o aroma da infância, os neons da puberdade... No outro, elas te levam a lugares aonde você não quer ir...

...onde a escuridão e o frio trazem à tona coisas que você gostaria de esquecer!
As lembranças podem ser vis, repulsivas, brutais... Como crianças. Ah, ah, ah!

- Bárbara?!
Oh, não... não...

- Mas podemos viver sem elas? A razão se sustenta nelas. Não encarar as lembranças é o mesmo que negar a razão!

Mas e daí? Quem nos obriga a ser racionais?
Não há cláusula de sanidade!

Assim, quando você estiver dentro de um desagradável trem de recordações, seguindo pra lugares do seu passado onde o risco é insuportável... Lembre-se da loucura.

Loucura é saída de emergência!

Você só precisa dar um passo para trás e fechar a porta com todas aquelas coisas horríveis que aconteceram... Presas lá dentro...

...pra sempre

Textou: Fragmento do (HQ) Batman - A Piada Mortal por Alan Moore e Brian Bolland

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Cadáver adiado que procria"?

"...Meu grupo...universidade! Eles, para mim, estão mortos, chego lá, nem entro na casa, já sei como é a casa dele, a relação com a mulher, como o filho, com a profissão...ficam vendo televisão como se fosse informação de alta precisão e importância...
lêem jornal com cuidado como se estivessem lendo documentos egípcios, decifrando pedras como Champolion, e não percebem o ridículo de suas roupas, dos seus hábitos, das suas casas, dos seus carros, cargos. Eles me constragem muito e me faz ADOECER. tenho muitos amigos que eu gosto deles, eles gostam de mim, mas as nossas relações estão cortadas por essa situação. Eles ameação a minha saúde, fico muito constrangido. Se a Gráuna, quando fica constrangida, tem desarranjo intestinal, eu fico doente também. Não com desarranjo intestinal, mas me dá dores..."


Texto: Fragmento de uma entrevista de Henfil para a revista Caros Amigos, por Neusa Pinheiro.
Imagens: Tira de um dos personagens do cartunista Henfil e Mafalda, tira de história em quadrinhos desenhados pelo cartunista argentino Quino.

sábado, 8 de maio de 2010

Estamos chegando Mãe!

"...Esse comportamento infantil é típico do homem...A criancice é típica do homem. A mulher nunca foi criança, nunca será criança. Ela vem preparada pra ser algo especial no mundo, que, no caso é uma coisa irreversível, nõa há nada que possa evitar isso que é gerar filhos. Elaé mais preparada numa série de coisas. O filho do homem é a bomba atômica, é o plástico, quer dizer, ele tem que arrumar uma outra forma. O fato de ter um filho torna a mulher um ser adulto desde que nasceu, inclusive ela está pronta para ter o filho, as meninas desde criança são especiais, você nota. Uma menina é muito mais viva, muito mais rápida, muito mais agressiva, muito mais inteligente que um menino. Depois, como a disparidada é muita, o que a sociedade faz através das mães, da mulher?...
Ela paralisa o desenvolvimento da menina. Como? Desviando pra tarefas menores, como cozinhar, lavar, varrer chão, que é uma coisa obrigatória, para qualquer menina, ou desenvolver uma outra sensibilidade, mas fora da convivência social, como balé, piano, violino, quer dizer, paralisam a menina. O menino, por outro lado, é superativado porque em geral ele é muito bobo, é muito devagar, é mais burrinho; ele não é agressivo, é chorão, é superdevagar. Então, o que fazem? esporte para que ele fique mais rápido porque, se deixar, o homem fica mais fraco que a mulher. O homem não tem estrutura física nenhuma; só tem osso, mas é através do esporte que ele fica mais forte, tanto que o intelectual, aquele que não teve atividade física, é muito frágil, fraquinho, aquele coisa desprotegida, qualquer mulher com um tapa derruba ele. Então, o homem vai desenvolvendo, através do esporte, através do jogo, através do exército, agressividade que não tem. Ele é treinado tanto, que os primeiros dias do exército são um terror para qualquer homem, mas depois ele é condicionado. À escola, só o homem ia, só o homem tinha conhecimento, lia para quando chegasse aos 30 anos, fossem igual uma menina de 15...No entanto, ainda assim a mulher efetivamente é mais adulta. O homeme endurece o corpo à força dos exércicios físicos...o pai é meninão que está no bar dando cuspe na parede, bebendo, se exibindo feito qualquer criancinha. Todos os pais são meninos, vão para campo de futebol, ficam torcendo, gritando, e na hora do gol, carregam os jogadores... isso é o pai. Mas a mãe está ali vigilante, endurece o jogo com o menino, então esse menino vira o que eles chamam de homem, esse homem cumpre suas funções, mas jamais deixará de ser menino...Continua

Texto: Primeira parte de um fragmento de uma entrevista de Henfil para revista Caros Amigos, por Neusa Pinheiro (Todos direitos reservados). Nos próximos dias neste mesmo espaço será publicado a segunda parte!
Imagem: Desenho do cartunista Henfil

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sempre em frente!

"Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós" (Z)


Os fabulous Furry Freak Brothers por Gilbert Shelton




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Nevermore"..."Lenore"


Páginas do quadrinho 'O corvo', ilustrado pelo mineiro Luciano Irrthum e texto de Machado de Assis.

 Devo confessar que fiquei um tanto quando inquieto ao saber que um dos maiores escritores de todos os tempos teve um de seus contos mais famosos adaptado em uma HQ. Minha inquietude se deu no sentido de temer que o conto "o Corvo" de Edgar Allan Poe se caracteriza-se em algo fútil e descartável nas mãos de algum quadrinista. Para minha tranquilidade isso não acontenceu.

Luciano Irrthum conseguir caminhar na linha ténue que existe entre o "Pop" e a arte como expressão artistica, fazendo do quadrinho ao mesmo tempo uma leitura agradável para aqueles que somente gostam de quadrinhos como em certo sentido fiel ao conto de Poe não deixando assim os admiradores do autor do século XIX frustrados. E para aqueles que admiram não só quadrinhos como também Edgar Allan Poe  se faz necessário ter em mãos este HQ mesmo que para criticar depois de lido. Enfim foi com agrado que li em poucos minutos as 46 páginas de "o Corvo", vale ressaltar que o texto presente no quadrinho é a versão traduzida por Machado de Assis, além é claro de contar com a  ilustração de luciano Irrthum. 

Publicado pela editora Peirópolis.

Outras noticias a cerca de Edgar Allan Poe:



 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Quadrinhos


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Estigmas de um ateu III: O ato final.

Parei de beber...À noite ficava lendo até tarde, e lentamente fui sarando, sentia-me renascer. Percebia novamente a mudança das estações, o canto das aves, e os outros doentes foram os primeiros a perceber...Eles tem antenas compridas...



Mattotti e Piersanti em Estigmas, pp. 172

sábado, 20 de setembro de 2008

Estigmas de um ateu II

Eu naõ queria falar, não queria pensar, só seguir adiante, de cabeça vazia. Assim não sentia falta de nada, dormia onde dava e acordava a qualquer hora, sem dar explicações a ninguém.

Mattotti
Piersanti

Estigmas, pp. 54

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Estigmas de um ateu


Não tinha mais casa, não tinha mais nada... Sentia uma éspecie de ventania na cabeça, e o sangue fervia... Eu andava, gritava, falava no meio do povo... Quanto mais eles me olhavam, mais eu me enfurecia, sentia os olhos deles pregados nas minhas mãos...


Estigmas, pp. 42. Ed. Conrad


Lorenzo Mattotti
Claudio Piersanti


sexta-feira, 14 de março de 2008

É Inútil Insistir (Autobiografia de Jack Black)


Olhando para trás, me parece que fui jogado prá lá e pra cá como uma folha seca soprada pelos ventos de outono, que finalmente se alojou no canto confortável de alguma cerca. Um cenário árido, povoado por tantos roubos, furtos e assaltos, que mal dá pra lembrar de tudo. Prisões, álcool, julgamnentos e cadeias. Penitenciárias! Fugas, calabouçoes, chicotadas, bocas-de-feumo, depósitos de vinho, antros de ladrões e mocós de mendingos. O crime era seguido por uma retribuição imediata, de uma ou outra forma. Na minha vida, vi todas essas coisas e vou pôr tudo no papel. Vou escrever sobre elas como as recebi - com um SORRISO.




COLEMAN, Joe. Sangue Ruim, Ed. Conrad, pp. 18,19, 2005.

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